O Medo é o duplo de nós. Aquele que nos segue, sempre, e nos faz constantemente lembrar a sua existência. Desdobra-nos. É o nosso desdobramento. É o "eu" que quero evitar, mas que ao mesmo tempo desejo como escudo protetor. Porque o mundo lá fora é perigoso. E porque a emoção precisa de um freio. Precisa de uma consciência. E o Medo assume-se como essa consciência. Mesmo que racionalmente não o queiramos, querendo. Mesmo que racionalmente nisso não acreditemos, acreditando.
O ele lá esta. Como uma sombra. Como um outro de mim. Como um Ser que se me arranca de tão entralhado que está.
Dulce


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